sábado, 16 de maio de 2009

À margem do rio-sem-leito

Passei por loja de algo translúcido
nem sei qu’é, mas num queria
acabei vendo meu ser de outro no espelho
sei que tava fosco e opaco aquele meu imagem borrada
mas via.


De tanto que mirava tamanha maravilha o pobre de olho virava
e entendi onde tava um’alma pra pegá
querendo colocá em lugar que antes nem pensava que passava.


Minha alma... minh’alma... minúscula... menor...
podia andar por qual nem eu sabia
e entrava em espaço qu’eu por vezes nem via
não deixava de ser eu na imagem virada
as vezes perecendo em vidro ou espelho mais limpo
... melhor!
Pior?


Aquele que era eu podia andar em lojas caras
que na vida por respeito não entrava
Não tem de quê.
Ou viajar por entre espelhos de casas
qui ca minha inteligência, num tinha jeito,
pra mim não tinha leito.


Motivo pra tá lá tem minha alma...

Será que no céu tem espelho?

4 comentários:

Pedro Freire disse...

E durante uma aula muito interessante de Cultura Brasileira... ¬¬

P.S: Que saudade de postar no meu blog ^^.

Luly disse...

ahuahau muito bom!!

é, as aulas de Cultura são mesmo muito úteis! hehe

PS: tem MESMO que postar sempre! vamos ver quando o caio cria vergonha na cara de atualizar o roses!

Anônimo disse...

Muito bom!

E esse R&G, anda ou não, hein? [/cobradoramodeoff]

beijos

Luly disse...

apoiada, sam!