quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Alarmes

Não quero mais ouvir este alarme
Que fez doer meus ouvidos. Que alarde!
Quero ficar na quietude do nada
Apenas apreciando o silêncio de seu olhar

Já sei o que fazer
Vou tentar esquecer
Do alarme que me faz sofrer
Só para ouvir os sussurros calados
E me apaixonar pelo seu cantar sem tom

Cala-te! Não quero ouvir seu grasnar
Peço que me permita apreciar seus suspiros
Sem o pecado do som
Ou a carnificina da língua

Pensando bem... Deixe o alarme tocar
Pois é o único modo de sobrepor seu alarde
E eu poder, enfim, apreciar
Sua beleza mímica, calada

Sem o vomito do A B C.

3 comentários:

Anônimo disse...

Oi Pedro, tudo bom?
Muuuito obrigado pelos elogios, viu! Fiquei muito feliz com o seu comentário :)

Também fiquei feliz por você ter voltado a postar...Estava com saudade dos seus poemas.

Ahh, já ia esquecendo...Já está add, certo?

Beijoos!

Anônimo disse...

Ah, Pedro, desculpa ter saído repentinamente do msn, tá? minha mãe me intimou a lavar louça ^^
Beijoos e até uma outra conversa.

Gauche disse...

Gosto da profunda sutileza de suas palavras; da maneira como as dispõem, formando, em sua completude, poemas transbordando poesia.

Isso é tão difícil hoje.

O que canso de ver são retóricas rimadas. Apenas isso. Aqui é diferente... é surpreendente.

Abraços Letrados!