segunda-feira, 22 de abril de 2013

Colo do Pai

Eis-me aqui, filho.
Volto para a casa dos sonhos
onde sei que m'esperaste
por tanto tempo aí perdido.
Trago-te agora um sentido
para a crença que deixaste.

Sabes, filho,
em seu íntimo
que por mais que esta busca as cegas
possa fazer de teu prazer tão ínfimo
(mímese no próximo
muleta no amor)
não há busca mais a esmo,
pois ninguém é para ti indispensável
como és para si mesmo.

Não há morte, não há perda
que, cedo ou tarde,
não culmine na cabeça
levantada em estandarte.
Demonstrando, então, com arte,
que tudo um dia se supera.

Então agarra, filho, essa quimera
que hoje devora teu peito
pois se há alguém
para quem deves respeito
não há jeito, não há forma:
para respeitá-la
respeite-se primeiro.
Esse não te abandona.
Esse, não decepciona.

2 comentários:

Rodrigo Silva disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo Silva disse...

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