e ainda em chama
apago sua cabeça
na página de meu livro.
Assinatura de esmero
aquela que deixo.
De minha autoria.
Os soluços longos
dos violinos
do outono
ferem meu eu
sem apogeu.
Monótono.
Sufocantes... Sufocantes...
E distantes
são as lembranças
daquelas ânsias...
Que choram.
Sempre vou
nas tempestades
que me levam
daqui pra lá
de lá pra cá
como faz
com as
folhas
e onde estaria o verbo
nessa panverbacidade
que não acalenta, mas afugenta
o desencanto de minha vil verdade
e a saudade ligeira vivacidade
(quanto ade)
que tenho da vaidade
de um poeta simplista e sorridente
sem voz, sem paz, indigente
dentro de sua própria mente.
De tanto amar lançou ao fogo uma folha
Que pra apagar, custou o caderno e a pena.
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