Realizar
Orar
Gritos
De azar
Malhar
Falar
Palavras
Sem par
Ar...
Ar,
Ar.
Gritar
Poetizar
Parar.
Sufocar
Me calar.
domingo, 5 de outubro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
Anjos de Porcelana
Eis mais um dia nojento
Manhã de terror que finda meu tormento
Baque surdo que relaxa minha dor
Eis aqui o homem
Filho da impaciência e da desonra
Cria temporã e sem sorriso
Rosto liso de infiel
Lacaio frágil como papel
Rasgado pelas mãos vis da piedade
Cuspido pela boca suja da fidelidade
Espancado pela embriagues do amor
O que consola este homem
É saber que cada momento existente
Faz parte desta descrição desoladora
Portanto, chore
E que seu pranto negro lave sua alma.
Manhã de terror que finda meu tormento
Baque surdo que relaxa minha dor
Eis aqui o homem
Filho da impaciência e da desonra
Cria temporã e sem sorriso
Rosto liso de infiel
Lacaio frágil como papel
Rasgado pelas mãos vis da piedade
Cuspido pela boca suja da fidelidade
Espancado pela embriagues do amor
O que consola este homem
É saber que cada momento existente
Faz parte desta descrição desoladora
Portanto, chore
E que seu pranto negro lave sua alma.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Poética
Aos coros dos belos termos
canto poesia como, eu, conheço
pois verdade não toca freios
arreios
tão frios que amedrontam
tocam
o real poético sem meios
termos.
canto poesia como, eu, conheço
pois verdade não toca freios
arreios
tão frios que amedrontam
tocam
o real poético sem meios
termos.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
O mal e a paz
São estes lábios doces
Que tantos músicos...
Belos cantos
Desconheço por opção tua.
Não que teu não me amedronte
Tão longe disso
Amas?
Acalma-me.
Aqui não há pedras
Nem eu motivos
Para apedrejar
O que existe é o desejo
Oculto
Que tenho de te amar.
Que tantos músicos...
Belos cantos
Desconheço por opção tua.
Não que teu não me amedronte
Tão longe disso
Amas?
Acalma-me.
Aqui não há pedras
Nem eu motivos
Para apedrejar
O que existe é o desejo
Oculto
Que tenho de te amar.
domingo, 24 de agosto de 2008
Riscos
Hoje sinto o que ontem não havia
Em peito algum
Batalha de um sentido?
Nenhum
Viaje no todo
Amor é comum
Triste dele... Passou
Desigual
Banal
Seguindo. Leveza?
Rindo
De nosso corpo depredado
Ao passo que busca... Alguém?
Ninguém
Realizado
Tempo imaculado
Desleixado
Realiza a proeza
Deixa uma certeza
Pecado?
Imagine e responda
Já não cabe ao fim
Nem, tampouco, a mim.
Em peito algum
Batalha de um sentido?
Nenhum
Viaje no todo
Amor é comum
Triste dele... Passou
Desigual
Banal
Seguindo. Leveza?
Rindo
De nosso corpo depredado
Ao passo que busca... Alguém?
Ninguém
Realizado
Tempo imaculado
Desleixado
Realiza a proeza
Deixa uma certeza
Pecado?
Imagine e responda
Já não cabe ao fim
Nem, tampouco, a mim.
sábado, 23 de agosto de 2008
Necessário
Eis a morbidez
De uma melancolia
É o principio
De um fim inexistente
Que carimba
Sem preceitos
Simples conceitos de vida
Nada mais digo
Apenas há uma filosofia
Morrer e necessário
E viver?
Alegoria
Sabe-se
Que nada mais farei
Pois se amor é ironia
Quero que me ame como sou
E não como seria
De uma melancolia
É o principio
De um fim inexistente
Que carimba
Sem preceitos
Simples conceitos de vida
Nada mais digo
Apenas há uma filosofia
Morrer e necessário
E viver?
Alegoria
Sabe-se
Que nada mais farei
Pois se amor é ironia
Quero que me ame como sou
E não como seria
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Alarmes
Não quero mais ouvir este alarme
Que fez doer meus ouvidos. Que alarde!
Quero ficar na quietude do nada
Apenas apreciando o silêncio de seu olhar
Já sei o que fazer
Vou tentar esquecer
Do alarme que me faz sofrer
Só para ouvir os sussurros calados
E me apaixonar pelo seu cantar sem tom
Cala-te! Não quero ouvir seu grasnar
Peço que me permita apreciar seus suspiros
Sem o pecado do som
Ou a carnificina da língua
Pensando bem... Deixe o alarme tocar
Pois é o único modo de sobrepor seu alarde
E eu poder, enfim, apreciar
Sua beleza mímica, calada
Sem o vomito do A B C.
Que fez doer meus ouvidos. Que alarde!
Quero ficar na quietude do nada
Apenas apreciando o silêncio de seu olhar
Já sei o que fazer
Vou tentar esquecer
Do alarme que me faz sofrer
Só para ouvir os sussurros calados
E me apaixonar pelo seu cantar sem tom
Cala-te! Não quero ouvir seu grasnar
Peço que me permita apreciar seus suspiros
Sem o pecado do som
Ou a carnificina da língua
Pensando bem... Deixe o alarme tocar
Pois é o único modo de sobrepor seu alarde
E eu poder, enfim, apreciar
Sua beleza mímica, calada
Sem o vomito do A B C.
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