sábado, 20 de agosto de 2011
Paulo Leminsk
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Canção de outono
Os soluços longos
dos violinos
do outono
ferem meu eu
sem apogeu.
Monótono.
Sufocantes... Sufocantes...
E distantes
são as lembranças
daquelas ânsias...
Que choram.
Sempre vou
nas tempestades
que me levam
daqui pra lá
de lá pra cá
como faz
com as
folhas
sábado, 9 de julho de 2011
A hora santa
terça-feira, 26 de abril de 2011
A vespa
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
A Panverbacidade
e onde estaria o verbo
nessa panverbacidade
que não acalenta, mas afugenta
o desencanto de minha vil verdade
e a saudade ligeira vivacidade
(quanto ade)
que tenho da vaidade
de um poeta simplista e sorridente
sem voz, sem paz, indigente
dentro de sua própria mente.
De tanto amar lançou ao fogo uma folha
Que pra apagar, custou o caderno e a pena.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Uma obra prima
Certa vez, num dia incerto, estava eu sentado em meu sofá, distraído, conversando entre amigos. Na TV, ligada e esquecida, brotava uma novela qualquer. Não me lembro ao certo os porquês, mas na cena em questão dançava uma mulher o clássico pole dance americano.
De vislumbre, no canto sutil de meus olhos, a imagem dançava em ritmo frenético. A mulher e o metal no qual se enroscava eram um, faziam um, diziam um.
Foi então que nasceu a poesia.
Escrevi no caderno de notas, ao lado do telefone. A magia do momento me tomou, e as palavras, embebidas então pelo fulgor, saltaram pelos meus dedos após sua travessia de imaginários em cada nervo de meu corpo.
Dei a luz uma poesia, sua forma era poema. Como de praxe, li para os presentes, que aplaudiram a inspiração.
Deixei a poesia no caderninho.
Esquecida em seu repouso, não reclamara seus direitos a publicação. Era demais pr’ela.
Tempinho depois, procurei a poesia, pois me lembrou um dos amigos presentes na ocasião, e ela já não estava lá. Fora arrancada, e só vestígios do papel sobraram.
Hoje penso: que terá acontecido com ela? Será a menina-dos-olhos de uma moça que ainda a lê antes de dormir? Terá se tornado lixo e morre eternamente, calada em seus suspiros fadados ao esquecimento? Encanta o jovem apaixonado? Jaz ao lado de um suicida?
Eis a maravilhosa beleza da arte, da poesia.
Eis minha obra prima.